quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Splendour in the Grass

What though the radiance
 which was once so bright
 Be now for ever taken from my sight,
 Though nothing can bring back the hour
 Of splendour in the grass,
 of glory in the flower,
 We will grieve not, rather find
 Strength in what remains behind;
 In the primal sympathy
 Which having been must ever be;
 In the soothing thoughts that spring
 Out of human suffering;
 In the faith that looks through death,
 In years that bring the philosophic mind.
-- William Wordsworth


A fúria da larufa

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

domingo, 13 de agosto de 2017

And the feelings that get left behind | All the innocents broken with lies

possuo poucas coisas. penso que o bem mais precioso que tenho é o tempo. e faço com ele o que quero ou posso. perco-o com a leviandade de quem julga ser quase eterno ou como quem tem a certeza de que ele, o tempo, chegará para tudo o que há ainda a fazer

sempre senti, ainda que pareça contraditório, que perdia tempo demais. por não usar os minuto de forma útil, por distrair o cérebro com futilidades, vacuidades que me/nos atormentam o quotidiano, principalmente quando perdemos a capacidade de ver o quadro geral. 

e no tempo que perco, no que ganho, no que gasto, no tempo que vendo, que empresto, que uso com quem me é mais ou menos próximo ou querido, em todo esse tempo, sou eu. 
o tempo é meu para usar como quero e eu sou eu o tempo todo. não uma versão de mim formatada para o efeito, não um lado de mim mais ou menos polido, que fira mais ou menos, que seja mais ou menos grotesco, mais ou menos sensível, mais ou menos delicado, dependendo sempre esse "mais ou menos" da companhia, da ou das pessoas com quem escolhi ou me vi forçada a passar o tempo. 
posso sim, não estar num dos meus melhores dias, posso sim, adequar o meu estado de alerta, as minhas defesas, o meu respirar à familiaridade que tenho com quem estou. 

mas em todos esses dias, da semana ou do descanso, mesmo que o tempo não seja todo meu, porque às vezes, como todos, tenho de o vender ou ceder ou emprestar ou.... em todo esse tempo, que é meu, sou eu e eu sou quem escolhe (quando me é permitido escolher) o que acontece a seguir.

gosto dos dias úteis da semana, gosto dos dias de fim de semana, ainda mais úteis que os outros, porque mais livres, mais meus, mais tempo para dar a quem tem tempo para me dar.


And the feeling it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant behind the eyes
There's no need to hide... 
We're safe tonight


e hoje é dia de rever este momento...



...porque apesar de todo o mal do mundo, we'll always have Paris...

"É um dia fantástico para mim, para Portugal, um dia de sonho"



"(...)é a primeira mulher, uma pioneira, a vencer esta distância em campeonatos do mundo, uma vez que é uma estreia desta prova no elenco dos Mundiais. O tempo oficial: 4h05m56s, ou seja, Inês tirou 2m29s ao seu anterior recorde mundial (...)"

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

a obra é a obra, o homem é o homem... ou não?!

Leviana

«No atelier dum fotógrafo. A Leviana prepara-se para tirar o retrato, mas está na dúvida se a meio corpo se a corpo inteiro. Eu quero-a dos pés à cabeça, quero-lhe o esqueleto todo. Ando a aprender anatomia naquele corpo. A irmã, porém, não acha decente o corpo inteiro. O corpo das mulheres é, pelo visto, um clube mundano com salas reservadas só para sócios. Fica, portanto, resolvido o meio corpo. Eu amuo, entristeço, pego nas palavras, nos sorrisos, meto tudo isso no cofre, no cofre forte do meu rosto impenetrável... 
A Leviana, porém, decide arrombar o cofre. Aproxima-se de mim, e, como quem passa um bombom, escorrega-me aos ouvidos:
- Deixa lá... Tiro agora o meio corpo e dou-te logo o resto...»

Em: Leviana de António Ferro
excerto roubado da Nova Casa Portuguesa