quinta-feira, 19 de outubro de 2017

a raiva também me chega


A melhor e mais eficaz arma que temos (nós cidadãos sem acesso ao poder; sem cunhas; sem tempo de antena; sem partidos por trás; sem favores para fazer a ninguém, porque ninguém os quer; sem dever favores, porque não os pedimos ou não conhecemos sequer ninguém que os possa fazer, portanto, cerca de 95% da população) ao nosso dispôr é protestar e boicotar. 
Quanto à primeira é difícil, pelas razões acima explicitadas, fazê-lo de forma individual e isso ser visível ou eficaz.
Resta-nos portanto a segunda: boicotar. 
É uma forma que arranjei para me vingar, de forma pessoal, daquilo que considero atrocidades, atropelos aos direitos ou à Constituição que os consagra, desonestidade (de todas as espécies), manipulação ou pura e simplesmente filha da putice. 

A partir de hoje, estou em boicote à Sábado e farei por divulgá-lo e arrecadar adeptos. 
A falta de pudor chegou longe demais e se nos políticos da oposição (e a partir de hoje Rebelo de Sousa entra nesta lista) me dá vómitos o aproveitamento que fazem de tragédias como a que aconteceu há uns dias, a manipulação, o sacudir de capotes, o populismo e a demagogia, em meios de comunicação supostamente isentos e com um código deontológico para respeitar, falar em vómito não é suficiente. Nem sequer para descrever a sensação de hoje quando vi a capa da revista Sábado desta semana. 

O que aconteceu é de uma gravidade e de um nível trágico (se os há) que não tem precedentes e pode, naturalmente, deixar-nos com vontade de arranjar culpados, responsáveis e quais salomés desta vida, com necessidade de ver uma cabeça numa bandeja. 

No entanto, e é aqui que a distinção se faz, temos ser mais razão e cabeça, que emoção e coração. Irmos para além do que nos dizem os "meios de comunicação isentos". 40 anos de democracia não chegaram para a tal "ordenação do território". 40 anos de democracia não foram suficientes para evitar tragédias como as que vivemos todos os anos pelo Verão, este em particular. Talvez mais 40 anos nos façam ser todos mais cidadãos, mais intervenientes, mais informados, mais coerentes e exigentes no que toca a responsabilidades e a eleições - se eles lá estiveram 40 anos (intercalando o poder, criando lobbys, interesses, empresas, off shores, etc, etc, etc) fomos nós que os lá deixámos estar. Somos nós que de 4 em 4 anos os elegemos. Somos nós, em última análise, os responsáveis pelo pouco trabalho, pelo estado em que estamos e pelo Estado que temos. Assumamos essa responsabilidade. Sejamos homens e mulheres de tomates, preocupados sempre e não só quando a tragédia acontece. 

Provavelmente, desta forma, as tragédias até aconteceriam com menos frequência. 

Talentos....

Se houvesse um campeonato de partir espremedores de esfregona e encaixes de tampas de sanita, eu ganhava

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

andei a vasculhar o blogue velho, o avô deste "coisas". eu era outra. e a vida também, é certo.
os sinais andavam por lá. nalgumas alturas. lembrei-me de um monte de coisas que me tinha esquecido. inclusivamente do quão divertida posso ser. ou podia. será que volta? a impulsividade da escrita? o disparate discorrido em meia dúzia de minutos?

#repostdobloguecomatoso


(...) Sobre o que eu queria mesmo, mesmo, mesmo falar é sobre o perigo que representa a presunção de que somos competentes para falar de qualquer tema que nos passe pela cabeça.

Opiniões?! Temos todos, e sobre tudo. Não há quem resista a arrotar a sua posta de pescada quando chega a sua vez.
Mas vamos lá a ser sérios, que às vezes é preciso: opiniões são como o outro dizia, como as vaginas, cada um tem a sua e quem quer dá-la, dá-la. Mas opiniões e factos são duas coisas completamente diferentes e há que ter isto presente, principalmente quando se fala em público sobre assuntos que não dominamos.


Porque nestes casos da figura de parvos a que ficamos sujeitos, porque há sempre quem saiba um bocadinho mais sobre o tema em questão, já não nos livramos. Certo?! Certo...

                                                                                                       e assim vou passando o tempo, 25 novembro 2011

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

#brindedodia


um brinde às pessoas que publicam selfies onde estão altamente produzidas e fazem comentários do género: "a beleza que importa é a interior", "o essencial é invisível aos olhos", "apesar de tudo, bonita por dentro."! #sóquenão #publicaantesumraioxdaescoliose#exuperyàsvoltasnatumba

terça-feira, 10 de outubro de 2017

há dias assim

em que acordo às 8 da manhã, depois de ter acordado dez vezes antes e decidir que não era ainda hora de me levantar, mas quando chega às 8, já fiz o mesmo processo tantas vezes que me irrito e decido que afinal eu vou é ser útil e levanto-me pensando, hoje é que é, porque tenho tempo para preguiçar e fazer montes de coisas, mas depois a meio do dia, a energia já se foi, eu já me cansei de ser útil, começo a sentir os olhos a arder, o copo a fraquejar, vontade de deitar só a a ver um filme... e pronto.

desisto de ser útil, amanhã começo de novo

Da insustentável volatilidade do ser....

Tenho dificuldades, por vezes, em acompanhar o meu estado espírito ... volátil até mais não, passa de uma boa disposição, para uma vontade imensa de me fechar em casa. Passa. Eu sei que passa e a boa disposição vem outra vez. Mas é cansativo.