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A mostrar mensagens de maio, 2015

Meu deus....

... como ser bem tratada te mostra todo um outro mundo! Bogotá é uma cidade estranha, américa latina, confusa, caótica, barulhenta, gente por todo o lado, os carros apitam, não páram nas passadeiras, aceleram às vezes se te vêem, os preços de tudo variam consoante o sítio onde vais. Há 52 tipos de café, de arepas, de pão (sempre fofinho e doce), o vinho é caríssimo, há fruta em todo o lado, a menos de 1€, a paisagem é estranha, mas depressa se entranha... ...mas as pessoas... oh gente boa, gente simpática, gente sofrida com um sorriso sempre posto e um "mucho gusto" tão sincero. Oh gente sempre pronta a "regalar-nos" como que tiverem, com um "bienvenida" como cumprimento. Oh gente que houve salsa em volume alto e dança como se não houvesse amanhã. Oh gente alegre e bem disposta, no meio de tanta miséria e desgraça. Estou enamorada.....

Da utilidade de tornar o (des) acordo obrigatório....

O momento em que estás em casa, a escrever porcarias no facebook e num repente revolucionário, deixas todos os "c" todos os "p" das palavras (mesmo os silenciosos), arriscas a escrever o dia da semana com letra grande, o mês e até mesmo uma estação do ano. De repente.... a porta da rua explode e cai num imenso estrondo. A tua casa é invadida por matacões de capacete e dicionário no coldre: "Polícia da Ortografia! Deite-se no chão e não resista!"

O 25 de abril

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da resiliência

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Há dias que se arrastam, tornam-se semanas. São efectivamente semanas de uma confusão generalizada em que nada parece assentar, em que nada se encaixa, em que peça por peça tudo se desmonta. Dias nublados, cinzentos com nuvens escuras a pairar, um tecto que pode desabar a qualquer momento. E esses dias que são na verdade semanas, ao longe vão ser recordados como dias, porque a duração das semanas se dilui, desfaz-se, é quase nada. E ao recordar as semanas, que foram efectivamente semanas, serão apenas dois ou três dias de memórias, porque tudo é tão confuso com as nuvens pesadas, o céu cinzento, o ar que custa a respirar, o tecto prestes a desabar...